Pra tirar a poeira daqui, resolvi vir avisar que a Ciranda de dezembro vai ser especial.
Vou aproveitar pra comemorar meu aniversário junto das pessoas que amo e fazendo o que me dá mais prazer.
Vamos ter som ao vivo da melhor qualidade com duas duplas: os irmãos Cibele e Gabriel Minder e pra, completar, os lindos lusofônicos Daniel Borges e André.
No norte do Egito, existe um lugar chamado Said, onde hoje em dia se localiza um importante porto.
Desde os mais remotos tempos, os povos dessa região desenvolveram uma cultura exótica e única, por isso a dança recebeu o nome dessa região.
No início, as mulheres desse local utilizavam os movimentos da Arte Marcial Tahtib como inspiração para a dança. A expressão artística das mulheres funcionava como uma “homenagem” aos guerreiros das aldeias e se tornou parte do folclore e egípcio.
Com o passar do tempo, o Said foi criando seus próprios movimentos característicos, mas nunca abandonou o uso das bengalas e dos bastões, conhecidos como assaya. Outra característica que não se modificou, foi o uso das túnicas conhecidas como galabias, sem brilho algum, que cobrem grande parte do corpo, utilizando apenas lenços e xales para ressaltar as curvas do quadril.
Existem também versões mais modernas desse ritmo e nesses casos é permitido ousar mais nos figurinos e na construção da dança, seja ela coreografada ou não.
Tanto na versão folclórica quanto na moderna, o ritmo é muito alegre e festivo e a comunicação com o público é fundamental.
Na dança do Ventre, o Said pode ser identificado facilmente na música pelo uso da flauta mizmar. As batidas são fortes como no Baladi e ambos são formados por compassos 4/4, mas o som do Said se configura de forma diferente:
Baladi: DUM DUM TAKATA DUM TAKATA
Said: DUM TAK DUM DUM TAKATA
Então, vamos estudar!
Uma sequência linda:
Um arraso de Said masculino com dois bastões:
Uma versão feminina tradicional:
Na segunda-feira conversaremos mais sobre esse assunto.